O Conflito
0.Introdução
Existe o zero, nele não há e por isso existe, tudo que existe ocupou o que havia antes, era o nada e deste ponto até o fim do conflito isto é tudo o que existe. cavamos um buraco e lá esta o nada, ele estava lá antes da terra ocupar aquele lugar.
Existe ou existiu o um, então o que pode dizer que seja ele ou isto ou aquilo, algo diferente do vazio ou nada. Então o conflito começou, algo inominável, e como tudo que não tem nome e esta em tudo, realmente em tudo, implacavelmente superando tudo, não podemos definir por qualquer sorte como nossa própria condição consciente ou física, mais podemos dizer "como", isto é, a roleta eterna, os dois lugares opostos que trocam inevitavelmente de lugar e mudam o entendimento das coisas, o natural contra o artificial, o divino contra o humano, Deus contra o diabo, Tempo contra a gravidade, esquerda e direita, cima e baixo.
fez-se dois, nele ha duas forças infinitas que colocam o equilíbrio ou o cabo de guerra no universo, a existência deles pode ser entendida como aquilo que mantem o que há, um ponto de equilíbrio que não se altera por aquilo "inferior", não pode ser influenciado e determina a posição de tudo abaixo dele e como para ocupar o desequilíbrio inevitável de sua origem fez dele o "algo inferior" como galaxias, planetas, asteroides, buracos negros e outros. dado que nenhum dos dois teve "coragem" de romper com o finito para liberar o infinito. talvez por entender que o lugar natural do infinito e contido dentro do finito.
Então se fez o três, pela tentativa do "superior" de colocar equilíbrio existe a consciência, como podemos chamar, a consciência é aquilo que dá nome ao que vê ou sente, tem seu inicio e fim no mesmo lugar em mesma proporção, certo que não evolui, apenas acumula memoria que pode ser interpretada por si mesma, como um planeta que fala e traduz a própria língua, pra que?, eu não sei, aqui no três a consciência não se vê como impotente diante do dois, ela pode alterar e influenciar o sentido do universo, dado que ela pode se manifestar por organismos vivos de consciência tendo neles pontos entre o dois e o três, em numero inteiros infinitos que determina a distancia que estão entre o puro três e o dois com um nível minimo de impureza.
Nós vivemos neste conflito eterno e tentamos a todo custo resolver essa questão, naturalmente, esta é a condição humana, resolver o conflito do dois e do três, tem esse nome por ser inominável, e pode ser visto em qualquer lugar em qualquer situação ou perspectiva seja o observador deus ou um inseto. Quando escolhemos o que vestir para influenciar nosso dia, como escolher uma roupa com bolsos ou bonita, para o objetivo que visamos no dia estamos caminhando para o três quando colocamos o que tem sem se preocupar estamos em caminho ao dois, "eu faço a minha sorte" é três e "tudo na mão de Deus" é dois, o impacto que isto tem sobre os "produtos" do conflito é o que curva o inominável.
Paradoxalmente o dois é uma linha reta, onde há um inicio e um fim por assim dizer, representa a "proposta" do dois e toda sua realidade possível para que nossa consciência interprete, como sendo o que "tudo o que precisamos ver", o três é um circulo onde qualquer ponto e qualquer outro ponto está incluso no que é o todo, como sendo "tudo o que é possível ver".
Sendo assim toda a vez que a consciência escolhe ao invés de permitir o "superior" escolher, e essa decisão é de tamanha influencia que altere os pontos de distancia da realidade consciente do dois em direção do três, faz com que a reta curve, o que acontece se a linha se tornar um circulo?, não tenho a minima ideia, toda vez que aceitamos as decisões do universo fazemos o circulo abrir e alinhar. Isso acontece o tempo todo desde quando escolhemos a rua pela qual andamos até quando alguém dispara uma bomba nuclear.
Não viemos da linha e não viemos do circulo, não viemos de lugar algum e não vamos para lugar algum somos o que somos e estamos onde sempre estivemos, somos consciência, o resto como carne, osso, doenças, curas, ideias são produtos do conflito para tentar resolver de novo o que resultou na existência consciência. De certa perspectiva e como um boneco que conserta um boneco menor e fazendo isso cria outro boneco menor e assim em sequencia, um espelhamento infinito que pode servir para dar uma imagem do que é o inominável.
Neste ponto, existe a pergunta sobre a existência do que chamo como o toque de Deus. Como petecas ou bolas de bilhar precisam de um toque inicial para inciar o efeito de colisão entre elas, somos petecas que colide com outra peteca ou somos o próprio dedo que joga uma peteca contra a outra? nosso sentimento são resultados de choques elétricos nos neurônios motivados pela presença de hormônios secretados motivados pelo externo ou pelo interno? talvez os dois, talvez nenhum deles.
Em outro ponto, existe a pergunta sobre a capacidade desse "espelhamento", o inominável tem a forma do finito que guarda o infinito, os átomos tem essa aparência, e em um evento físico chamado fissão nuclear utilizamos colisão para partir o núcleo de um átomo, o resultado disso é uma transmissão de energia desproporcional ao tamanho deste átomo, ou seja, quando abrimos o finito o infinito sai e para abrirmos o finito precisamos de muita energia, sendo assim, acredito que uma ação ou conjunto delas que resolva o conflito de qualquer "forma" resultara na liberação do infinito que sustenta nossa realidade. daí adiante não tenho ideia.
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